domingo, 31 de julho de 2016

VIVENDO SÓ... como você consegue?

Já perdi a conta de quantas vezes me fizeram essa pergunta. E complementam... você é inteligente, "bonita", trabalhadora.... não "refez" sua vida...
Eu mesma já me fiz essa pergunta. Sim.. já fiz.. hoje não faço mais.
Ser, ou estar só, é uma opção.
Eu posso ter alguém, e do mesmo modo estar sozinha.
E posso estar só, mas me sentir plena.
O que é refazer a vida? É lógico que refiz minha vida.
Vejo quantos processos de mudanças minha vida já passou.
Muito jovem conquistei um emprego logo no primeiro concurso que fiz, mal tinha acabado de concluir a faculdade.

Casei, tive 3 filhos maravilhosos, e por quase 22 anos mantive um casamento. Sim, houveram altos e baixos, mas aposto, e sinceramente não acredito em quem me diz viver um mar de rosas num relacionamento. As pessoas divergem, tem gostos, vontades diferentes.... se são iguais, deve ser um tédio, pois a conformidade leva ao se "acostumar" com as coisas, a não querer mudar o que se julga estar dando certo. Mas ao final, acho que deu certo sim... e o produto disso está aí pra provar. Tem nome, sobrenome e já colhemos muito disso. Orgulho, alegrias e até netinhos...

Mas acabou... Bem disse Vinícius de Moraes: que seja eterno, enquanto dure...
Mudei de trabalho....(sim, abri mão de um emprego concursado.... hoje não abriria, mas não adianta chorar o leite derramado)..
Já namorei... podia estar casada novamente.... sim, podia.... Mas não tinha certeza....
Modifiquei meu modo de vida... e como....
Troquei alguns amigos... seriam amigos mesmo? Ficaram os bons momentos... as decepções, resolvi deletar....
Ganhei novos amigos...
Sou caseira... me convide pra um almoço, um jantar, um bate papo informal, um teatro, um final de semana numa praia, onde eu possa pegar meu sol, ver o luar, a natureza, caminhar, correr, viajar, mas não me convide para um baladão. Não critico quem gosta, pois gosto não se discute.  Mas sair da minha casa, meu conforto, pra ir pra um lugar onde o pancadão se sobrepõe à conversa, onde as pessoas perderam a noção do limite da bebida, onde é a linha do respeito, inclusive por si mesmo, parece ter virado regra, pra mim não dá.
Sim, meu nível de exigência ficou muito elevado..
Tenho meus cachorros. Com eles aprendi o sentido da fidelidade.... do amor incondicional....
Como posso achar que não refiz a vida? Por não ter alguém?
Não só refiz a vida. Estou me refazendo. Como pessoa, como mulher. Recuperando auto-estima. Valorizando os meus valores, que achava não ter mais.
Às vezes sinto falta de alguém com quem conversar, compartilhar o dia a dia.... Mas esse alguém ainda não chegou... Mas não me sinto só. Aprendi a gostar dos meus momentos comigo mesma.
Meu compromisso é comigo.
Estou mais leve. Em paz.
Estou feliz... tenho mil razões pra ser feliz...
Hoje estou colocando as coisas e as pessoas em seus respectivos lugares na minha vida.
Cumpri as regras da organização: descartei, conservei, doei.
Limpei os meus compartimentos: mente, coração e corpo.
Refiz sim, e renovo isso todos os dias.
Tenho planos, e se D'us quiser, vou realizá-los.
Ainda há muito o que ser feito.
Às vezes, precisamos sair de cena para refazer novos capítulos nas nossas vidas.
Percebi que refazer é diferente de fazer de novo, assim como um novo dia nem sempre é um dia novo.


Medo, eu não te escuto mais! Você, não me leva a nada! Se quiser saber pra onde eu vou,... pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou...
Jota Quest



sexta-feira, 29 de julho de 2016

A SÍNDROME DE GABRIELA

Certamente quem já passou dos 40 lembra da novela Gabriela, Cravo e Canela. Mais precisamente da protagonista: Sônia Braga. No auge da beleza ela dava vida ao personagem desejado pelos homens e invejado pelas mulheres: Gabriela. Mas o que tem a ver novela com o mundo corporativo? A novela em si quase nada, mas a música tema da trama brilhantemente escrita por Jorge Amado tem sim tudo a ver. Os versos cantados por Gal Costa traziam um tom brejeiro para o personagem e dizia assim: "eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim... Gabriela... sempre Gabriela".


A partir destes versos eu afirmo: tem muita gente com síndrome de Gabriela! Quantas pessoas você conhece que repetem o discurso: eu nasci assim, e sou mesmo assim e não mudo, não mudo e não mudo! Tenho certeza que já se deparou com diversos colegas que falam, pensam e agem desta forma.
O fato é que com tantas mudanças ocorrendo no mundo afora ainda tem gente que insiste em querer fazer tudo igual, sem chance de abrir uma possibilidade para o novo. Pior é quem acredita que essa postura retrógrada é boa para si e para a empresa. A única certeza que temos é que tudo mudará! Para uma empresa crescer é necessário passar por mudanças. Para um profissional ascender na carreira também. Claro que nem toda mudança é positiva, mas quanto mais resistimos ao inevitável, mais sofremos. Por isso, é preciso aprender sobre elas e com elas.
Realmente não é fácil lidar com as mudanças. Existem muitos fatores que levam as pessoas a lidar de forma negativa com as mudanças. Entre eles destaco três: a homeostase, o interesse pessoal e o pensamento de curto prazo. Existe uma velha frase no meio esportivo que reforça a idéia de homeostase: em time que está ganhando não se mexe. É aquela pessoa que quando sai de férias viaja sempre para o mesmo lugar e faz tudo sempre igual. Seguramente está perdendo a oportunidade de aprender com o novo e de descobrir outras possibilidades.
Há pessoas que simplesmente não mudam por puro interesse pessoal. Infelizmente vemos diversos casos assim na política nacional, nas entidades de classe, em cargos de comando nas empresas e em outros ambientes onde estas pessoas se beneficiam de alguma forma com esta estagnação. O pensamento de curto prazo normalmente acomete as pessoas por falta de hábito em planejar. Enquanto há aqueles que vivem planejando e raramente fazem alguma coisa, há também outros que não pensam no futuro. Somente vivem suas vidas como aquela outra música do Zeca Pagodinho e que chamo de hino da inoperância: "deixa a vida me levar, vida leva eu..." Como tem gente nas empresas agindo assim e se sentindo o máximo.
O resultado de tudo isso é o medo! Basicamente as pessoas têm medo das mudanças por causa do medo. O medo nosso de cada dia: o medo de dar errado, o medo de não conseguir, o medo de se frustrar, o medo de arriscar, o medo do ridículo, o medo de não ser aceito, o medo de sentir medo.
Diante de tudo isso, será que é possível lidar bem com as mudanças? Claro que sim, mas para isso é preciso criar um ambiente corporativo favorável e que passa por alguns aspectos: melhorar a comunicação entre todos os níveis; fortalecer o pensamento estratégico e de longo prazo a todos os funcionários; preparar mais e melhor as lideranças; gerar oportunidades para que as pessoas tentem e participem sem o medo de punição; e fundamentalmente difundir o conhecimento, os planos de futuro e as expectativas do presente. Com estas ações é possível criar um clima interno de motivação para a mudança.
Outro fato é que a mudança está cada vez mais acelerada. Com os avanços tecnológicos e das comunicações o mundo se torna constantemente mais veloz. Também temos o fator densidade populacional. Há mais pessoas no mundo o que aumenta a concorrência. Para se destacar em meio à multidão é preciso uma excelente capacidade de adaptação. As teorias de Charles Darwin também podem servir para o mundo corporativo. Ou seja, hoje em dia e no futuro sobreviverão aqueles que forem mais ágeis, mais rápidos, mais dinâmicos e assertivos. Portanto, fique alerta para perceber se você também não pegou o vírus da síndrome de Gabriela. O primeiro sintoma é começar a achar que tudo está bom do jeito que está!

Autor: Rogério Martins
Repostando

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Desapego e descarte: uma solução.

Passei um longo período sem postar, e hoje decidir retomar esta atividade que tanto amo, por causa de um comentário feito pela amiga Thais Helena, Thais foi minha chefe e se tornou uma grande e querida amiga. 

Nesse longo período, muitas mudanças aconteceram em minha vida. Mudanças essas que vieram pra melhorar, pra ajudar a superar algumas pendências que não conseguia solucionar. Mudanças que vieram substituir coisas, pensamentos e sentimentos.

Percebi e senti na pele, o quanto é importante a gente se renovar, deixar pra trás coisas e sentimentos que insistimos em conservar. Que nos prendem, que não deixam a vida seguir em frente. Por isso a necessidade do desapego, do descarte, de jogar fora aquilo que não nos serve mais, tirar da bagagem o que pesa e não nos é mais útil, ou não nos cabe mais, porque crescemos. Não para os lados, mas para cima, na auto-estima, no amor próprio.

A minha bagagem ficou mais leve. Aceitei o que achava inconcebível, mas que não podia ser mudado. Ganhei de presente AMOR. Sim, com letra maiúscula. Amor esse que só uma mãe, que se torna avó, pode conhecer. E eu conheci... em triplo. Descobri o amor próprio. O amor que ninguém vai sentir por você, se você não descobre e reconhece o que de melhor você tem. 

Descartei junto algumas "amizades". Aliás, que descobri que a amizade era unilateral... só eu via assim. Libertei-me da falsidade. Eu carregava a bagagem dos outros.

Minha mãe me ensinou que cartaz é pra parede. E parei de dar cartaz, de idolatrar pessoas, para satisfazê-las. Não preciso ser ou agir da maneira que as pessoas querem que eu seja ou aja. Quem quiser minha amizade, minha companhia, tem que me aceitar como sou. Não bebo, não sou obrigada a beber pra rir e ser feliz. Não gosto da madrugada. Sou do dia. Lógico que posso abrir mão em ocasiões. Abrir mão por mim, não pra satisfazer ninguém, a menos que eu queira, que isso me de prazer, me faça bem.  Ou que eu queira fazer por alguém.

Ninguém é melhor que você. Aliás, acho que ninguém é melhor que ninguém. O que eu tenho de qualidades, tenho também de defeitos. O que vejo de defeito em mim, é qualidade em outros, assim como as virtudes. A única coisa que não temos que abrir mão, é do nosso caráter. Esse tem que ser imutável, estar acima de todas as coisas.



 Descartei orgulho e vaidade. Sou muito mais humilde. Descobri que um guarda-roupa cheio de roupas novas, não me dava felicidade. Me satisfazia por algumas horas. É claro que gosto de estar arrumada, cheirosa, mas prefiro estar mais arrumada por dentro. É muito melhor, e não custa um centavo. Ao contrário, custa muito riso, muita alegria. Mas não sou de ferro não, nem fiquei dura. Continuo a mesma pessoa sensível, romântica, amiga. Só que com os pés no chão. 

Flutuar de amor, sair do prumo, sentir borboletas no estômago é muito bom, mas é melhor ainda quando isso tem limite, e esse limite é você se colocar à frente. Não ficar à sombra de ninguém. Ser quem você é. Tentar eliminar o que tem de ruim, como uma roupa velha e rasgada que não serve mais pra você, nem pra ninguém. Passa a ser um pedaço de pano. Um retalho. Já foi parte de uma roupa que você achava o máximo, mas agora é só um retalho.

Esse retalho pode ser aproveitado se você cortar certinho, costurar a outros retalhos, e fazer uma bela colcha, num Patchwork. Fica linda, nova e faz um efeito. Assim a gente fica: renovado. É como reaproveitar a roupa encostada e customizar para se transformar numa roupa nova. Assim estou fazendo comigo. Separando meus pedaços de retalhos mais bonitos, juntando-os, pra me tornar uma pessoa melhor. Peguei meus cacos e e estou aos poucos jogando no lixo. Eles estavam me ferindo. A cola não era forte suficiente para sustentar os pedaços, e de qualquer forma, a aparência não mudava: os remendos eram aparentes. E eu previsível demais.

Assim é a vida: nascemos dependentes e totalmente inocentes. Ao crescer, aprendemos a brincar, a chorar e brigar pelo que queremos. Batemos os pés no chão, ou rolamos nele. Conforme o tempo passa, mudamos de atitudes, até porque não dá mais resultado bater com os pés e rolar no chão. A gente começa a aprender a conquistar a vida, os sonhos, os amores, o futuro. Nesse aprendizado, rimos e choramos diversas vezes, mas vamos crescendo e amadurecendo. Muitos ficam amargos, maldizem suas vidas, invejam as conquistas alheias, pois ao invés de fazerem suas colchas, ficam observando aquelas que o outros costuram com seu suor, cortando à própria pele, aproveitando as linhas que são muitas vezes puxadas por outros na surdina.

Estou fazendo a minha. Que façamos de nossas vidas muito Patchwork. 
Desapegar, descartar, jogar fora, mudar a cara.
Essas são as regras da organização, seja da sua casa, de seu armário, de seus papéis.
Essas são as regras que regem a vida.


Desapego e descarte: uma solução.

Passei um longo período sem postar, e hoje decidir retomar esta atividade que tanto amo, por causa de um comentário feito pela amiga Thais Helena, Thais foi minha chefe e se tornou uma grande e querida amiga. 

Nesse longo período, muitas mudanças aconteceram em minha vida. Mudanças essas que vieram pra melhorar, pra ajudar a superar algumas pendências que não conseguia solucionar. Mudanças que vieram substituir coisas, pensamentos e sentimentos.

Percebi e senti na pele, o quanto é importante a gente se renovar, deixar pra trás coisas e sentimentos que insistimos em conservar. Que nos prendem, que não deixam a vida seguir em frente. Por isso a necessidade do desapego, do descarte, de jogar fora aquilo que não nos serve mais, tirar da bagagem o que pesa e não nos é mais útil, ou não nos cabe mais, porque crescemos. Não para os lados, mas para cima, na auto-estima, no amor próprio.

A minha bagagem ficou mais leve. Aceitei o que achava inconcebível, mas que não podia ser mudado. Ganhei de presente AMOR. Sim, com letra maiúscula. Amor esse que só uma mãe, que se torna avó, pode conhecer. E eu conheci... em triplo. Descobri o amor próprio. O amor que ninguém vai sentir por você, se você não descobre e reconhece o que de melhor você tem. 

Descartei junto algumas "amizades". Aliás, que descobri que a amizade era unilateral... só eu via assim. Libertei-me da falsidade. Eu carregava a bagagem dos outros.

Minha mãe me ensinou que cartaz é pra parede. E parei de dar cartaz, de idolatrar pessoas, para satisfazê-las. Não preciso ser ou agir da maneira que as pessoas querem que eu seja ou aja. Quem quiser minha amizade, minha companhia, tem que me aceitar como sou. Não bebo, não sou obrigada a beber pra rir e ser feliz. Não gosto da madrugada. Sou do dia. Lógico que posso abrir mão em ocasiões. Abrir mão por mim, não pra satisfazer ninguém, a menos que eu queira, que isso me de prazer, me faça bem.  Ou que eu queira fazer por alguém.

Ninguém é melhor que você. Aliás, acho que ninguém é melhor que ninguém. O que eu tenho de qualidades, tenho também de defeitos. O que vejo de defeito em mim, é qualidade em outros, assim como as virtudes. A única coisa que não temos que abrir mão, é do nosso caráter. Esse tem que ser imutável, estar acima de todas as coisas.



 Descartei orgulho e vaidade. Sou muito mais humilde. Descobri que um guarda-roupa cheio de roupas novas, não me dava felicidade. Me satisfazia por algumas horas. É claro que gosto de estar arrumada, cheirosa, mas prefiro estar mais arrumada por dentro. É muito melhor, e não custa um centavo. Ao contrário, custa muito riso, muita alegria. Mas não sou de ferro não, nem fiquei dura. Continuo a mesma pessoa sensível, romântica, amiga. Só que com os pés no chão. 

Flutuar de amor, sair do prumo, sentir borboletas no estômago é muito bom, mas é melhor ainda quando isso tem limite, e esse limite é você se colocar à frente. Não ficar à sombra de ninguém. Ser quem você é. Tentar eliminar o que tem de ruim, como uma roupa velha e rasgada que não serve mais pra você, nem pra ninguém. Passa a ser um pedaço de pano. Um retalho. Já foi parte de uma roupa que você achava o máximo, mas agora é só um retalho.

Esse retalho pode ser aproveitado se você cortar certinho, costurar a outros retalhos, e fazer uma bela colcha, num Patchwork. Fica linda, nova e faz um efeito. Assim a gente fica: renovado. É como reaproveitar a roupa encostada e customizar para se transformar numa roupa nova. Assim estou fazendo comigo. Separando meus pedaços de retalhos mais bonitos, juntando-os, pra me tornar uma pessoa melhor. Peguei meus cacos e e estou aos poucos jogando no lixo. Eles estavam me ferindo. A cola não era forte suficiente para sustentar os pedaços, e de qualquer forma, a aparência não mudava: os remendos eram aparentes. E eu previsível demais.

Assim é a vida: nascemos dependentes e totalmente inocentes. Ao crescer, aprendemos a brincar, a chorar e brigar pelo que queremos. Batemos os pés no chão, ou rolamos nele. Conforme o tempo passa, mudamos de atitudes, até porque não dá mais resultado bater com os pés e rolar no chão. A gente começa a aprender a conquistar a vida, os sonhos, os amores, o futuro. Nesse aprendizado, rimos e choramos diversas vezes, mas vamos crescendo e amadurecendo. Muitos ficam amargos, maldizem suas vidas, invejam as conquistas alheias, pois ao invés de fazerem suas colchas, ficam observando aquelas que o outros costuram com seu suor, cortando à própria pele, aproveitando as linhas que são muitas vezes puxadas por outros na surdina.

Estou fazendo a minha. Que façamos de nossas vidas muito Patchwork. 
Desapegar, descartar, jogar fora, mudar a cara.
Essas são as regras da organização, seja da sua casa, de seu armário, de seus papéis.
Essas são as regras que regem a vida.


sábado, 26 de julho de 2014


Viajando de carro
Arrumando o porta-malas do carro pra viagem

1.     Antes de uma viagem de carro, deve ser feita a revisão do carro, a fim de evitar imprevistos. Verificar óleo, combustível, extintor de incêndio, pneus, chaves de roda, triângulo, e todo material necessário para o caso de necessidade.
2.     Segurança na guarda da bagagem, para que não fiquem objetos soltos, que possam numa freada, ou uma batida, cair sobre os ocupantes do veículo, tendo em vista que é muito fácil “encaixar” a bagagem nos vãos do carro, como pequenas sacolas de supermercado, brinquedos, dentre outras coisas.
3.     A visão do motorista não pode ficar obstruída, o que pode gerar até multa (infração grave), pelo Código de Trânsito Brasileiro, prevista no art. 105.
4.     Deverá se prever o caso de se furar um pneu, e necessitar abrir o bagageiro, nos casos de pneu estepe, ou ferramentas do carro, estarem guardados naquele compartimento sob o tapete. A bagagem normalmente tem que ser retirada, e por isso deve estar melhor acondicionada possível.
5.     Sabe-se da dificuldade que temos em fazer as malas, pois sempre queremos levar mais do que realmente precisamos na bagagem. Portanto, quanto mais organizada e menor, facilita o próprio peso do veículo, a distribuição da mesma, e o conforto do passageiro.
6.     Documentos do carro devem estar em mãos, no porta luvas, assim como a carteira de habilitação. Deve-se verificar se o selo do carro está no devido local.
7.     Separar os CDs que se deseja ouvir, ou um mp3, facilita o manuseio, na hora de troca das músicas, para não desviar a atenção do motorista na procura dos mesmos.
8.     Deixar em lugar de acesso, alimentos que serão consumidos no decorrer da viagem, fraldas e um brinquedo da preferência da criança, que chame sua atenção no decorrer da viagem, uma toalha de rosto, um rolo de papel higiênico, um sabonete, álcool gel. Esses itens devem estar guardados numa sacola, no chão, para não ficarem soltos, e voarem numa urgência.
9.     Procure usar malas menores, pois facilita a arrumação. Os objetos mais pesados devem ficar ao fundo, ou de lado, conforme a necessidade e o espaço do carro.
10.                        O peso da bagagem deve estar bem distribuído. Malas, geleiras com alimentos e bebidas, e objetos rígidos mais pesados, devem entrar primeiro no bagageiro. Em seguida, alocar nos espaços as sacolas de supermercados, e bagagem flexível.
11.                        Confira se tudo o que você precisa na viagem estará disponível, tanto no caminho de ida e volta, como no destino final. Faça um check-list antes, para conferência na hora de embarcar.
12.                        Após bagagem no carro, crianças menores sentadas em suas cadeirinhas, ocupantes devidamente alojados e todos presos com cinto de segurança, boa viagem e boas férias.
13.                        Não beba se for dirigir.

Gina Soares
Personal Organizer
(91)8145.9870

Assista o vídeo



-- 
Gina Soares
(55) (91) 8145.9870
  

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Estaleiro

Fiz uma visita a um estaleiro um tempo atrás. Algumas coisas me impressionaram.
Mas principalmente a necessidade que os barcos têm de limpeza em seu casco. Uma "sujeira" que a gente não vê, mas que faz uma diferença tremenda em seu desempenho e afeta, até, sua vida útil. "Todo barco precisa de um tempo no estaleiro", disse-me o velho marinheiro. Logo veio à mente a minha própria vida.
Quantas coisas vão se acumulando em nosso "casco", coisas que vão nos impedindo de correr mais rápido, de alcançar objetivos sonhados, coisas que prejudicam nosso desempenho como pessoas no lar, no trabalho, com amigos, etc.
Nossa tendência natural é nos entregarmos às muitas atividades, às rotinas que não nos permitem parar. Não dá mesmo para pensar! Enquanto isso, vão se acumulando em nossos "cascos" uma quantidade enorme de limo emocional e espiritual. Tanto que a pessoa percebe que algo está errado.
Procura tomar remédios, entregando-se a terapias superficiais. Tenta aliviar a carga espiritual entrando em uma igreja, lendo um trecho da Bíblia recomendado por alguém, mas não consegue nada duradouro, porque seu problema está muito mais incrustado do que quer admitir.
Um tratamento rápido e indolor não pode obter êxito. Precisamos parar no estaleiro. Precisamos empregar tempo sério para limparmos o casco e recobrarmos nossa sanidade emocional e espiritual. Como?
"Roube" um tempo de seu tempo para ficar a sós, em um lugar calmo. Pegue uma folha de papel para descrever sua vida nos últimos tempos. Qual sua impressão? Quais são as motivações verdadeiras por detrás de suas rotinas e maneiras de pensar e sentir? Mergulhe sem medo no seu interior e examine cada cantinho escondido.
"Examinar" traz a idéia de "virar a pedra do jardim". O que se vê sob ela? Vermes e fungos que habitam ali e a sujeira que estava oculta. Tudo debaixo da aparência lisa e bem pintada da pedra. Aliste os vermes, fungos e o limo presentes debaixo da pedra e que têm impedido você de navegar mais velozmente e alcançar o mar aberto.
Pense em um projeto prático para cada um dos aspectos interiores não tratados. Projetos práticos são atividades objetivas, com data marcada, com base no desejo sincero de limpeza interior (mesmo que doa) e que entrarão em sua pilha de prioridades máximas. Lembre-se de que sua saúde emocional e espiritual estão em jogo!
Sua vida é muito preciosa para ser levada de qualquer jeito! Sua vida é muito preciosa para não se desenvolver! Sua vida é muito preciosa para não ser tratada corretamente!

domingo, 29 de maio de 2011

Entrevista completa - Revista Troppo

ENTRANDO NO ARMÁRIO

Recém-casados normalmente trazem muito pertences de suas casas para a vida a dois. Como organizar de forma harmônica o armário? Dividir o espaço metade pra cada um é a solução?

Resposta:.
A primeira casa de um recém casado reflete a personalidade e o estilo de vida dos dois.
A casa/apartamento novos, costumam ser mobiliados e recheados com objetos decorativos, louças, quadros, eletrônicos, eletrodomésticos, tudo novo. Poucas peças grandes são levadas da antiga moradia.
Costuma-se fazer enxoval de cama, mesa e banho, composto de lençóis, edredons, colchas, toalhas de banho, toalhas de rosto, pisos, toalhas de mesa, guardanapos, jogos americanos.
Leva-se o que se ganha nas despedidas de solteiros, que basicamente também é composto de objetos de casa, ou peças íntimas, quando o chá é de lingerie.
O recém-casado também leva no enxoval, peças íntimas, roupas e calçados novos, e objetos de uso pessoal, como escovas de cabelo e de dentes, secadores, barbeadores, chapinhas, etc.. Carregam seus computadores, notebooks, Ipads, máquinas fotográficas, celulares, dentre outros.
Normalmente recém-casados costumam trazer seus pertences pessoais, acumulados quando solteiros. Às vezes brinquedos e coleções.
Os imóveis modernos costumam ser pequenos, e sendo assim, os espaços para guardar os pertences também são pequenos.
Se houver um roupeiro no imóvel, cama mesa e banho ficam separados das roupas, calçados e objetos pessoal do casal. Caso contrário, esses ítens também deverão partilhar um espaço no guarda-roupa/closet.
Normalmente, as mulheres costumam ter mais ítens de vestuário do que os homens, e acabam ficando com um espaço um pouco maior no armário. Com a experiência que tenho tido na arrumação de armários de casais, constato isso claramente. A esposa tem sempre um espaço um pouco maior.

Peças grandes como lençol e edredom podem ser guardadas de que forma?
Resposta:
Conforme respondi acima, se o imóvel possui um roupeiro, esses itens, que costumam tomar muito espaço, devem ser guardados nesse nicho. Edredons e colchas devem ser bem dobrados, e se possível, guardados nas próprias embalagens em que são compradas, que costumam ser transparentes, ou em sacos à vácuo, que tiram o volume e possibilitam a guarda de mais ítens. Os lençóis devem ser dobrados do mesmo tamanho, e armazenados nos seus pares, para que não se misturem às demais peças. Guardar por cores, também organiza melhor.

Como evitar que roupas pretas fiquem com pêlos e assim evitar briguinhas?
Resposta:
Antes de qualquer coisa, sempre manter as roupas separadas por cores.
As roupas de lã e linha, que são as que mais desfiam ou soltam pelos, devem ser guardadas em sacos ou papel de seda.
Não lavar jamais misturando as cores, e se for lavada à máquina, lavar sempre pelo avesso ou colocando em sacos apropriados para lavagem.
Peças finas devem ser lavadas à mão, com produtos específicos.
Caso os pelos prendam à roupa, existe no mercado rolos que tem tipo uma cola, que passamos na roupa e o pelo fica preso. Como alternativa, a fita crepe tem o mesmo resultado.

Para o casal que sai de viagem, que peças cada um deve levar para um passeio de uma semana (tanto para região fria, quanto quente)?
Resposta:
O maior problema que as pessoas costumam ter, é na quantidade de roupas que devem ser levadas nas viagens. Normalmente costumamos levar muito mais peças do realmente vamos precisar, para ter opção.
Nas viagens para as regiões frias, costuma-se levar um pouco mais de peças, além do que elas são mais grossas, mais pesadas e tomam mais espaço na mala.

Mala masculina:
1 calça jeans
2 calças de sarja
1 calça mais social
3 bermudas
5 camisetas - uma branca no mínimo
4 camisas polo
2 camisas de manga longa
1 Malha (para o caso de esfriar)
8 cuecas
2 pares de meias brancos
1 par de meias da cor do sapato
2 pares de meias para tênis
1 pijama
4 sungas
1 boné
1 sandália para praia
1 sapato esporte
1 sapato mais social (caso haja algum compromisso previamente firmado)
1 tênis
Cintos
Relógio
Óculos de sol
Barbeador
Escova de dentes
Pente ou escova de cabelo
Pasta de dentes
Creme de barbear
Enxaguante bucal
Desodorante
Perfume

No caso de ir para lugar frio
2 ceroulas (meias de proteção para homens)
2 camisetas térmicas
1 casado (preto, de preferência)
2 moletons

Mala feminina
1 calça jeans
1 calça black jeans (alternativa)
2 shorts/bermuda
1 saia
2 vestidos de malha
2 vestidos decotados
1 vestido preto
1 vestido mais social para à noite, se houver alguma programação previamente programada
1 trainning ou leg
2 roupas para caminhada
5 camisetas
3 tops
1 blusa um pouco mais arrumada
8 calcinhas
4 sutiãs
1 camisola
4 biquinis
1 chapéu ou boné
1 saída de praia
2 pares de meias soquete
1 malha para o caso de esfriar à noite
1 jaqueta
1 tênis
1 rasteirinha
2 sandálias de salto (preta e bege)
1 sandália para praia
Bijuterias (joias só se necessário)
Óculos de sol
Sacola de praia
Bolsa para noite menor
Bolsa para o dia
Cintos
Protetor solar
Maquiagem
Secador de cabelos e escova (se não houver no quarto do hotel - é sempre bom perguntar, na reserva)
Escova de cabelos
Escova de dentes
Pasta de dentes
Desodorante
Hidratante
Perfume

No frio, acrescentar:
2 malhas de moletom
Casaco de cor neutra para frio (preto de preferência)
2 meias-calça de lã para proteger as pernas
2 camisetas térmicas

Como dobrar as peças para que a mala ganhe espaço? Como evitar os vincos?
Resposta:
Deve-se arrumar as malas começando pelas peças mais pesadas.
Calças devem ser colocadas no fundo, com as pernas para fora.
Após as calças, colocam-se os casacos e moletons.
Em seguida, os blazers, vestidos.
As camisetas podem ir em rolinhos, ocupando espaços vazios nas malas.
Calcinhas e cuecas devem ser dobradas e guardadas em necessaire, ou no bolso interno da mala. Sutiens com bojo, colocar ao final, para não amassar. A menos que tenham embalagens próprias.
Sapatos devem ser acondicionados em sacos e colocados nos vãos da mala, ou no fundo, antes das calças.
As camisas e roupas mais sociais vão por cima, para não amarrotar.
Colocar blusas e camisas estendidas inteiras na mala, dobrando a parte de baixo para caber na largura, e evitar o vinco. Dobra a manga por cima.
Deve-se levar uma frasqueira de mão, contendo o necessaire com itens pessoais, maquiagem, uma muda de roupa, com peças intimas (para o caso de extravio de bagagem), documentos e bijuterias.
Itens que sejam considerados valiosos, não devem jamais ir na mala.

O que não pode faltar em ambas as malas? Por quê?
Resposta:
Os objetos listados não podem faltar na mala, mas o importante mesmo, é levar alegria, e vontade de aproveitar bastante os momentos que vão ser vividos. A máquina fotográfica é imprescindível, para que tudo fique registrado.

A mala feminina sempre é maior que a masculina? Por quê?
Resposta:
A mulher costuma ter muito mais itens do que o homem. E ela quer ter opção de escolha. Acontece muito de nós mulheres, no ato da compra de um item de vestuário, provarmos uma roupa e ela ficar maravilhosa no corpo da gente. No entanto, no dia em que vamos usá-la, a peça veste super mal, ou porque estamos inchadas (hormônios femininos), ou porque engordamos 50 gramas.... rs.
Ter opções é com certeza a maior razão da mala feminina ser maior que a masculina, apesar de que hoje em dia a vaidade masculina aumentou bastante, e de certa forma estão seguindo o mesmo caminho

Normalmente quando voltamos de viagem, temos a impressão de que a mala ‘encolheu’ e nada mais cabe. O que fazer nesses casos?
Resposta:
Não encolheu.. nós é que a enchemos com comprinhas, e também com peças sujas, que vamos colocando em saquinhos e acabamos jogando a bagagem, ao invés de arrumar, como fazemos na ida. Já não é importante que as peças cheguem passadas. O aconselhável é que se arrume da mesma maneira que na ida. Coloque roupas sujas em sacos, mas organizadamente. Aproveite os espaço todos que ficam vazios.
Agora, se houve excesso nas compras, só comprando outra mala.... rs

- Se preferir escolher o que vai levar, use o check list abaixo:

Check List Feminino

- Vestidos
- Saias
· Calças
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· Necessaire contendo produtos de higiene pessoal e aparelhos de barbear.
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Dicas de viagem

- Saia com o hotel de destino reservado e pago, levando o voucher em mãos, que comprove o pagamento das diárias

- Faça um orçamento prévio dos gastos que terá na viagem, com passeios, alimentação e compras

- Observe o peso das malas, para não pagar excesso de bagagem. Para o exterior, o peso é maior. Dentro do Brasil, o limite de peso é de 23 kls, e mais 2 bagagens de mão de no máximo 5 kls cada.

- Para o exterior, liberadas 2 bagagens de 32 kls cada. Algumas companias aéreas consideram 23 kls cada.

- Não esquecer os documentos pessoais - RG e Passaporte

- leve um kit de remédios que você costuma usar, lentes de contato reserva, óculos de grau e de sol

- faça um pequeno kit de costura, contendo agulha, linhas branca e preta, tesourinha, alfinetes de segurança

- As mulheres devem fazer depilação, manicure e pedicure, e fazer uma escova no cabelo na véspera da viagem.

- Sempre imprimir vouchers de hotel,e ter o ticket de passagem comprovando a compra da mesma.

- Chegar com antecedência nos aeroportos, tendo em vista o grande fluxo de passageiros, o que pode gerar overbooking.

- Leve dinheiro e um cartão de crédito para emergências. O IOF está muito alto, o que encarece muito as compras em cartões de crédito no exterior. O aumento do imposto aconteceu em março deste ano. Ande com o necessário para as despesas do dia.

- Observe o valor das cotas de importados.

- Se a viagem for de carro, faça revisão geral antes, para não ser surpreendido no caminho.

- Complete o tanque com combustível, e tenha uma mapa sempre em mãos, marcando onde há postos de gasolina pelo caminho.

- Divirta-se bastante e boa viagem!!

Dicas para a casa/apartamento que ficará fechado

. Desligar registro geral de luzes - Deixar somente o que liga a geladeira e freezer.
- Desligar registro geral de água
- Deixar animais de estimação com pessoas conhecidas, com ração, ossinhos e os brinquedos preferidos
- Trancar portas e janelas.
- Deixar cópia da chave da porta com um parente de confiança (pai/mãe/irmão), para o caso de uma urgência.
- Deixar o telefone dessa pessoa na portaria do prédio, ou com o vizinho.






































Entrevista completa - Revista Way

Como começou nessa área de organização?
Desde que era criança, sempre gostei de arrumar e organizar as coisas. Já adolescente, gostava de arrumar meu armário como se as roupas estivessem nas prateleiras das lojas, hábito esse que me acompanhou na fase adulta. Veio o casamento, os filhos (3), e apesar de sempre trabalhar fora, estando em casa sempre me preocupei em manter tudo organizado. Final de 2009, ao visitar minha filha que mora nos EUA, descobri que havia em sua cidade, 2 das maiores empresas de Organização. Visitei uma delas, e fiz alguns cursos.
Ao retornar da viagem, achei que poderia aproveitar essa qualidade que eu tinha, e transformá-la em profissão. Maturei a idéia, comprei o material que seria necessário, criei um Blog (CADA COISA EM SEU LUGAR - http://cceslugar.blogspot.com ), comecei a divulgação por email a amigos e arquitetos que conhecia. E assim, algumas pessoas começaram a me procurar, e então comecei o trabalho.

Como funciona seu trabalho na prática?
Algumas pessoas não possuem tempo ou não gostam mesmo dessa atividade. Com isso, acumulam coisas que adquirem no decorrer da vida, e acabam não tendo espaço para guardar tudo o que guardaram. Assim começa a "bagunça". Meu trabalho é separar (precisando nessa fase da ajuda do proprietário) aquilo que vai ser jogado fora, doado, ou vai permanecer com a pessoa. Após separar, começa então o processo da guarda no espaço requerido.

Quem são seus clientes? Qual o perfil deles?
Todas as pessoas que são "bagunceiras", desorganizadas, as que não gostam de arrumar, e as que gostam mas não tem tempo ou não sabem como fazer. Tenho tido várias clientes advogadas e médicas, que acredito serem profissões que exigem muito tempo fora de casa, e com isso não permitem folga para a organização de seuas casas.

Como eles lhe procuram?
Quais as maiores necessidades a serem atendidas? Tenho tido indicação de arquitetos, e o boca-a-boca das clientes para as quais já fiz o serviço. O Blog também chama a atenção para o serviço. O principal problema das pessoas é a arrumação de armários e closets, guarda louças e rouparia de cama, mesa e banho. Além de arrumar esses espaços, faço organização de arquivos, bibliotecas, catalogo documentos, elaboro planilhas de despesas, enfim, todos os serviços necessários para eliminar a bagunça e organizar ambientes.

Já teve algum trabalho que lhe deu “muito” trabalho? Conte pra gente.
Quando alguém me chama para um trabalho, nunca acho que vou encontrar a coisa pronta, fácil de fazer. Ao necessitar do trabalho de um Personal Organizer, a pessoa já está muito incomodada com a situação e com muita vontade de ver suas coisas em ordem. Normalmente a coisa é bem complicada. Tudo muito misturado, e sem espaço para guardar. O maior trabalho está em convencer as pessoas que a maioria das coisas acumuladas é desnecessária, descartável, e deve passar pelo processo de seleção, que é a primeira regra da organização: lixo, doação e conservação ou guarda. Há pessoas que guardam sacos de supermercado, sacolas de lojas, revistas e jornais velhos, brindes das mais diversas espécies, caixas de papelão, achando que "um dia" podem precisar. Não percebem que esse dia nunca chega, e que todo dia tem novos objetos desse tipo que continuam sendo guardados. O mesmo acontece com roupas, sapatos, bijuterias. A menos que o valor sentimental seja muito grande, as coisas devem sofrer processo de mudança, de eliminação, para que se abra espaço para que novas coisas venham. E isso vale para tudo na vida.

Quais as missões mais “impossíveis” pedidas para se fazer nos armários?
Até hoje não passei pela experiência de uma missão "impossível", mas acredito que o mais difícil é a falta de espaço físico, quando há o excesso de qualquer coisa.

Em que momento é preciso se livrar de algumas peças? Todas as pessoas que pretendam organizar alguma coisa devem fazer algumas perguntas que vão determinar o início do processo de "descarte" do que não precisam. Perguntas do tipo "eu preciso disso?", há quanto tempo eu não uso isso? Quando pretendo usar? Qual a última vez que usei? Dependendo do que seja, considere no mínimo de 6 meses a 1 ano o prazo de guarda daquilo não usado (isso é para tudo - roupas, sapatos, bolsas, objetos de cozinha, cama, mesa e banho, dentre outros).

Na sua casa, você é extremamente organizada com seu armário?
Na minha casa costumo ser organizada com tudo. Sou bem psica (gíria) com organização e limpeza. Estou sempre observando se há coisas fora do lugar, e guardo logo nos seus respectivos espaços. Sempre arrumei meu armário, guardando a roupa passada, procurando mante-las separadas por cores, bem dobradas. Miudezas são colocadas em caixas, o que evita aquele ar de desordem. A rotina não permite a ninguém ter um armário como se vê nas lojas, pois a pressa faz com que se tire algumas peças do lugar. Procuro pelo menos duas vezes por mês, normalmente nos finais de semana, arrumar todos os armários, limpando e reorganizando tudo. Não consigo conviver com a bagunça.

Como as pessoas que estão nos lendo podem fazer para começar a dar uma ordem melhor no seu armário?
Correria, movimentação, tempo controlado (ou descontrolado), estresse. Estilos de vida que combinam com a evolução dos tempos e que pouco permitem manter a casa em perfeita organização. Para que isso aconteça. necessário se faz que se esteja com vontade e disposição para começar, até que isso vire uma rotina. Para quem começa, um único dia não é suficiente. Deve-se reservar um dia para cada ambiente. Separar, guardar e organizar são os processos que devem ser seguidos. Deve-se ter em mãos todo o material necessário, como cestos para separar as coisas (lixo, doar e manter), flanela para limpeza, produto de limpeza adequado ao mobiliário, caixas para organização, cabides de mesmo formato e cor, divisórias de gavetas para meias, cintos, bijuterias (caixas são mais indicadas), dentre outros.

As dicas que sugiro são: fora com as coisas velhas, para fazer espaço para as novas;

E se voltar para moda? Crie espaço para o que você usa agora, e não o que usou no passado.

Pode ser que um dia eu precise disso... Você provavelmente não precisará, e se precisar, não é insubstituível.

Depois eu jogo isso fora.: Depois pode significar 3 semanas, 3 anos ou 3 décadas! Jogue fora agora!

A partir daí, colocar uma música, e partir para a tarefa. Para se tornar menos cansativo, que tal chamar as(os) amigas(os) para ajudar? E de quebra fazer uma tarde bem divertida.


I Workshop Organizacional - Tudo Casa











terça-feira, 17 de maio de 2011

Palestra

No próximo sábado, 21 de maio de 2011, estaremos realizando uma palestra no auditório da TUDO CASA, no IT CENTER, à Av. Senador Lemos, sobre Dicas de Organização, em homenagem ao mês das mães.
Para inscrição gratuita, acesse o site

http://www.tudocasabelem.com.br/


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